quinta-feira, 19 de abril de 2012

LITERATURA Libertinagem Em versos livres de aparente simplicidade e intensa voltagem poética, o pernambucano Manuel Bandeira trouxe de volta o lirismo para literatura do país

Texto Daniel Schneider e Thiago Minani
Bravo
Foto: Divulgação
Manuel Bandeira
Manuel Bandeira, autor de Libertinagem, seu primeiro livro modernista
Lírico, na acepção original da palavra, é o texto feito em versos para serem recitados com acompanhamento da lira, instrumento musical de cordas, muito difundido na Antigüidade. Por extensão, no sentido atual, um texto lírico é aquele feito para ser musicado, que tem na musicalidade sua característica marcante. O que Manuel Bandeira fez para a literatura brasileira com Libertinagem, seu primeiro livro realmente modernista, publicado em 1930, foi reinventar o lirismo. De fato, Bandeira tinha o dom da musicalidade, sempre presente em seus escritos, repletos de rimas, assonâncias, aliterações, refrões; um ritmo, enfim, único e envolvente.
Certa feita, Bandeira classificou a si mesmo de “poeta menor” – o que é uma injustiça, uma vez que é considerado um dos melhores criadores de verso livre de nossa literatura, apresentando um domínio impressionante de todas as formas poéticas. Tudo isso possibilitou-lhe escrever poemas aparentemente simples, mas de grande densidade, beleza e alcance.
Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho nasceu em Recife em 19 de abril de 1886. Adolescente, mudou-se para o Rio de Janeiro e estudou no colégio Pedro 2º. Iniciou em São Paulo o curso de engenharia, mas a tuberculose o impediu de concluí-lo. A fim de curar-se da doença, recebeu tratamento no sanatório de Clavadel, na Suíça, onde teve contato com o melhor da poesia Simbolista e Pós-Simbolista em língua francesa, estilo que influenciou de forma marcante seus primeiros escritos, como Cinza das Horas e Carnaval, lançados em 1917 e 1919, respectivamente. De volta ao Rio, sua linguagem poética sofreu a transformação que o encaminhou para o Modernismo, juntamente com outros escritores da época. Entretanto, Bandeira não participou da Semana de Arte Moderna, por discordar dos veementes ataques ao estilo que lhe influenciara no início da carreira. Escreveu, na chamada “fase heróica” do Modernismo, Ritmo Dissoluto (1924) e Libertinagem, este último composto de 38 poemas, dois deles em francês.
Em Libertinagem, o poeta atinge plenitude de tema e linguagem, tocando a essência do coloquial com uma simplicidade propositada. A técnica de versos livres está profundamente presente, e a temática esbarra ora na melancolia (Não Sei Dançar), ora na ironia (Pneumotórax), na interiorização de vultos familiares (O Anjo da Guarda), no contexto do dia-a-dia (Poema Tirado de Uma Notícia de Jornal), nas paisagens brasileiras (Mangue) e até com suas preocupações estéticas na poesia (Poética). Um pouco de tudo isso está presente no excelente Vou-me Embora pra Pasárgada.

“A poética de Libertinagem mantém-se viva nas obras maduras de Bandeira, onde não raro um ardente sopro amoroso envolve as imagens femininas, deixando-as porém intactas e nimbadas de uma alta e religiosa solitude”, observa o crítico literário Alfredo Bosi, em História Concisa da Literatura Brasileira.
Manuel Bandeira entrou para a Academia Brasileira de Letras em 1940, e morreu em 13 de outubro de 1968, no Rio de Janeiro. Foi sepultado no Mausoléu da Academia, no Cemitério São João Batista.

Vou-me Embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d’água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada. 

fonte:http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/libertinagem-400949.shtml

sábado, 14 de abril de 2012

7 belas livrarias para visitar ao redor do mundo


Veja fotos de algumas das lojas de livros mais charmosas de alguns países


                Livraria El Ateneo, localizada em Buenos Aires
              por Luciana CarvalhoFonte: EXAME.comA livraria El Ateneo, localizada em Buenos Aires, na Argentina, foi inaugurada no prédio de um requintado teatro, cujo teto é pintado, e os balcões são usados como pequenas salas de leitura
Não são apenas parques e museus que podem fazer parte de um roteiro turístico de uma cidade. Seja pelas importantes obras que reúnem, pelo ar aconchegante ou pela decoração diferenciada, algumas livrarias são dignas de longas visitas.
Ao lado, você confere lugares como a Cook & Book, uma livraria/restaurante belga, de 1.500 metros quadrados, que se divide entre oito seções de livrose uma de música, distribuídas em nove espaços diferentes para refeições.
Já a livraria Selexyz Bookstore, na Holanda, é exatamente o oposto da arquitetura moderna da Cook Book. Vendedora do prêmio “Lensvelt de Architect Interior”, em 2007, a Selexyz foi montada dentro de uma antiga igreja dominicana de mais de 800 anos. Suas prateleiras somam 1.200 metros quadrados e seu teto altíssimo é coberto de pinturas religiosas.
Confira, ao lado, as imagens dessas e de outras livrarias que, além de venderem livros, enchem os olhos com seu charme e beleza.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O leitor mais famoso do Brasil garante: não há idade para se apaixonar pelos livros. - Sempre é tempo de incentivar a leitura?



MINDLIN Sim. Ler é uma questão de catequese, e quem não lê nunca saberá o que está perdendo. O gênero literário é irrelevante.


Para José Mindlin, os livros são janelas para o mundo


Dono da maior biblioteca particular da América Latina, o empresário José Mindlin é uma das raras pessoas no mundo que ganharam fama por causa da paixão por livros. Ele calcula já ter devorado cerca de 7 mil obras literárias ao longo de seus 93 anos de vida. E, mesmo com a visão enfraquecida pela idade, não cogita abandonar esse prazer. Prepara-se para começar a sexta leitura dos sete volumes de Em Busca do Tempo Perdido (Ed. Jorge Zahar), clássico do francês Marcel Proust. E conta com a ajuda de bibliotecários, que lêem em voz alta para ele.

Como levar um adulto a adquirir o hábito da leitura?
JOSÉ MINDLIN Não há uma receita infalível. Em primeiro lugar, é fundamental facilitar o acesso das pessoas a livros. O bibliotecário tem um papel importante, mas o rádio e a TV precisam fazer mais programas sobre livros.

Transformar crianças em leitores é mais fácil?
MINDLIN O adulto que nunca leu é praticamente uma criança. O caminho é dar a ele um livro bem ilustrado. Uma adaptação de Os Três Mosqueteiros, por exemplo, seria um ótimo começo.

Sempre é tempo de incentivar a leitura?
MINDLIN Sim. Ler é uma questão de catequese, e quem não lê nunca saberá o que está perdendo. O gênero literário é irrelevante. O importante é criar o hábito.

Mesmo que sejam livros de auto-ajuda, por exemplo?
MINDLIN Confesso que tenho certo preconceito com esse tipo de leitura, porque acho que esses livros acabam funcionando como uma bengala. Se precisar, tudo bem, desde que não se leia apenas isso. A boa leitura provoca a imaginação, desperta o sonho, coisas que essas obras não proporcionam.

Ler uma história em voz alta é uma boa forma de incentivar a leitura também para adultos?
MINDLIN O contador de histórias ainda é muito válido, nunca vai desaparecer. O livro une as pessoas. E a poesia, por exemplo, é ideal para ser lida em voz alta.

Qual obra o senhor indicaria para quem quer se iniciar nos prazeres da leitura?
MINDLIN Eu tinha um motorista que costumava me esperar horas a fio enquanto eu estava em reuniões. Um dia, perguntei-lhe por que não usava aquele tempo para ler, mas ele não soube responder. Dei a ele O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo. E ele virou leitor.

* José Mindlin faleceu em 28 de fevereiro de 2010
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/jose-mindlin-livros-janelas-mundo-580390.shtml
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quarta-feira, 11 de abril de 2012

(Norman Vincent Peale)


"As pessoas realmente se tornam completamente extraordinárias quando elas começam a pensar que elas conseguem fazer coisas. Quando elas acreditam em si mesmas adquirem o primeiro segredo do sucesso."

(Norman Vincent Peale)

Dale Carnegie


Dale Carnegie (24 de novembro de 1888 - 1 de novembro de 1955) escritor norte-americano.
Dale Carnegie nasceu em 1888 no Missouri - Estados Unidos. Sua infância foi vivida num pequeno vilarejo em Maryville. Dale pertencia a uma família extremante humilde e embora trabalhasse duramente com seus pais em uma pequena fazenda o seu maior interesse era nos estudos. Formou-se na faculdade estadual de Warrensburg. Foi vendedor e aspirante a ator. Apesar de seu perfil modesto tornou-se famoso por sua ênfase na melhoria do ser humano. Carnegie foi um pioneiro e disseminou seus pensamentos mostrando como é possível transformar pessoas.
Carnegie morreu em 1955 com 67 anos de idade da doença de Hodgkin’s (uma forma de câncer que se origina nos gânglios do sistema linfático). Entretanto a sua fama não morreu com ele, o seu livro, “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” é, ainda hoje, um dos livros mais lidos em todo o mundo e a empresa que Carnegie fundou, a Dale Carnegie Training, é hoje uma organização multinacional que se tornou líder mundial em treinamentos empresariais.

Tudo começou quando Dale Carnegie viajou para Nova Iorque e começou a dar aulas de comunicação para adultos na YMCA. Surgiria então, em 1912, nasceu o famoso Treinamento Dale Carnegie. Ele lançou diversos best-sellers, incluindo o "Como fazer Amigos e Influenciar Pessoas" e "Como Evitar Preocupações e Começar a Viver".

Mais de 60 milhões de cópias dos livros de Dale Carnegie têm sido impressas e publicadas em 38 línguas. Dale Carnegie foi um brilhante orador e conselheiro de líderes mundiais. Ele escreveu colunas em jornais e teve seu próprio programa de rádio. Dale Carnegie fundou o que é hoje uma rede mundial de mais de 2.700 instrutores e escritórios em aproximadamente de 80 países.

Em 1941, embalado pelo Sucesso de Dale Carnegie, Irving Tressler escreveu uma paródia do livro Como Fazer Amigos, intitulada: Como Perder Amigos e Aborrecer Pessoas.

Para aproveitar o sucesso do livro de Dale Carnegie, ele plagiou a capa do livro, colocando sua foto (igual a capa do Como Fazer Amigos) e no cantinho da capa ainda escreveu - "Um milhao de copias a vender". Irving Tressler suicidou-se em 1944, aos 35 anos, e, por causa da similaridade de títulos, na epoca muitas pessoas o associaram a Dale Carnegie. Mesmo ele tendo morrido 11 anos antes de Dale Carnegie, a noticia que correu seria de que o autor de Como Fazer Amigos tinha se suicidado, quando na verdade foi o autor de Como Perder Amigos e Aborrecer as pessoas.

Seu livro "Como evitar preocupações e começar a viver" é uma obra prima e realmente faz o que promete o título: fornece dicas preciosas de como deixar as preocupações de lado.
Obras publicadas

* Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas (How to Win Friends and Influence People)
* Como Evitar Preocupações e Começar a Viver(How to Stop Worrying and Start Living)
* Como Falar em Público e Influenciar Pessoas no Mundo dos Negócios (The Quick and Easy Way to Effective Speaking)
* Como Desfrutar da sua Vida e do seu Trabalho (How to Enjoy Your Life and Your Job)
* O Líder em Você (The Leader in You)
* Administrando Através das Pessoas
* Lincoln - Esse Desconhecido
* Como Venceram os Grandes Homens

segunda-feira, 9 de abril de 2012

O melhor texto que eu já li no mundo inteiro!




001 - No aniversário de 22 anos de Hermione, Ron, Harry e os demais Wesleys, fizeram-lhe uma festa surpresa reunindo todos os antigos amigos. Quando já estavam todos reunidos, Ron subiu a um pequeno palco que havia no local e pediu silêncio. Ele, frente a todos, seus olhos fixados nos de sua amada, radiante ele pronunciou as seguintes palavras: “Hermione, quando eu te conheci, dizia a Harry que você era louca! Quando você chegava com esse seu jeitinho nerd, certinho, irritante, arrogante e … Tão encantador … Eu não te suportava! Mesmo achando que não éramos tão amigos e que só andávamos juntos porque éramos os melhores amigos do Harry, ficava tão irritado quando Draco te chamava de sangue ruim. Quando foi petrificada pelo basilisco, fiquei nervoso só de pensar que poderia ter te perdido. Quando você voltou, fiquei tão feliz. Desculpa do fundo do meu coração, por ter sido tão idiota e não te convidar pro baile de Inverno. Devo ter te magoado tanto quanto me senti quando vi você descendo as escadas, com aquele vestido tão lindo, mas já era tarde, você não podia mais ser minha aquela noite. Ainda estou bravo por você ter me derrotado no duelo para treinamento, enquanto treinávamos com a Armada de Dumbledore e ter me humilhado na frente de todo mundo. No fundo eu sabia que você era melhor do que eu, mas não podia ter pegado leve? Obrigado por ter ficado comigo no hospital, quando fui envenenado, sua companhia fez muita diferença. E obrigado por ter gostado de mim, mesmo sendo o idiota que eu sou, de não ter percebido antes a menina maravilhosa que estava do meu lado o tempo todo. Por me fazer acreditar na amizade verdadeira e que sempre existe um ‘Eu te amo’ por traz de um ‘Eu te odeio’. E hoje eu não consigo nem imaginar como teriam sido todos esses anos sem você aqui comigo. E ainda me dói pensar em quantas vezes nos arriscamos, poderíamos estar sem um ao outro agora. Mas o destino reconheceu a nossa luta pela paz, pela felicidade e nos permitiu estar aqui hoje e agora, desfrutando desse amor tão lindo que sentimos um pelo outro. E agora, está na hora, de crescer, de dar um passo no nosso relacionamento. Hermione Granger, topa ganhar um novo sobrenome? Quer ser oficialmente minha pra sempre?” A garota se corrompeu em lágrimas, mas do que já chorara até agora desde o início do discurso, ela correu o olho brevemente pelo salão. Sorriu para Harry, encarou Lilá, fez um aceno de cabeça para seus pais o qual foi retribuído… Ela então subiu ao palco e apenas disse: “Nem nos meus sonhos, esse dia foi tão lindo assim. Você se superou”. Ele disse: “Sempre o mesmo tom de surpresa”.

http://rebecabento11.blogspot.com.br/2011/08/o-melhor-texto-que-eu-ja-li-no-mundo.html

segunda-feira, 5 de março de 2012

Jean Piaget


Ao lado de Freud, Jean Piaget ocupa lugar de destaque na Psicologia graças ao papel determinante que ocupou em desvendar a relação entre o homem e o conhecimento
Jean Piaget nasceu em Neuchâtel e morreu em Genebra, na Suíça, com 83 anos. Foi biólogo e psicólogo com enorme produção na área de Educação, professor de Psicologia na Universidade de Genebra de 1929 a 1954, conhecido principalmente por organizar o desenvolvimento cognitivo em uma série de estágios. Desenvolveu trabalhos no Laboratório de Alfred Binet, em Paris, investigando o desenvolvimento intelectual da criança a partir de testes elaborados por ele. ? este traballho que o motivou a desenvolver as suas pesquisas na área da Psicologia do Desenvolvimento.


Com 27 anos, escreveu o seu primeiro livro de Psicologia: A Linguagem e o Pensamento na Criança. Em 1925, ocupou o cargo de professor de Filosofia em sua cidade natal. Na década de 50, fundou, congregando investigadores de vários ramos do saber, o Centro Internacional de Epistemologia Genética da Faculdade de Ciências da Universidade de Genebra, de onde saíram importantes obras de Psicologia Cognitiva. Lecionou a disciplina de Psicologia da Criança, a partir de 1952, na Sorbonne, Paris. Durante esse período, cerca de onze anos, desenvolveu trabalhos sobre a inteligência com o grupo de investigadores da Escola de Binet e Simon, autores do primeiro teste de inteligência para crianças.


Piaget escreveu mais de 100 livros e artigos, alguns dos quais contaram com a colaboração de Barbel Inhelder. Entre eles, destacam-se: Seis Estudos de Psicologia; A construção do Real na Criança; A Epistemologia Genética; O Desenvolvimento da Noção de Tempo na Criança; Da Lógica da Criança à Lógica do Adolescente; A Equilibração das Estruturas Cognitivas.


Fonte: Wikipedia.org


Psicólogo revolucionou a Educação
Há tempos que Psicologia e Educação andam juntas. Afinal, para compreender os processos de ensino e aprendizagem no indivíduo é necessário acompanhar o meio em que está inserido e as influências que ele exerce. Estes são antigos paradigmas que, até a chegada de Piaget, serviam como referência para entender os mecanismos da Educação. Mas, por que até Piaget? Pelo simples fato de que, no início do século XX, com uma teoria até então revolucionária, ele identificou que a constituição do conhecimento do sujeito não dependia apenas da ação do meio ou de sua herança genética, mas também de sua própria ação.


Em outras palavras, a teoria de Piaget mostra que o sujeito inativo e submisso não é "ator" e, neste caso, a estimulação de um professor por si só, por exemplo, não produz nada. Além disso, mostrou que a herança genética tampouco é transformadora sem a ação do próprio indivíduo em questão. Embora possa parecer grego, são idéias do suíço que, há muito tempo, pregava a, hoje, difusa idéia de que o indivíduo deve atuar como sujeito de seu conhecimento.






Teoria de Piaget


A construção do conhecimento ocorre quando acontecem ações físicas ou mentais sobre objetos que, provocando o desequilíbrio, resultam em assimilação ou acomodação e assimilação dessas ações e, assim, em construção de esquemas ou conhecimento. Isto é, uma vez que a criança não consegue assimilar o estímulo, ela tenta fazer uma acomodação e, após isso, uma assimilação. Desta forma, o equilíbrio é, então, alcançado.


A forma de raciocinar e de aprender da criança passa por estágios. Por volta dos dois anos, ela evolui do estágio sensório-motor - em que a ação envolve os órgãos sensoriais e os reflexos neurológicos básicos, e o pensamento se dá somente sobre as coisas presentes na ação que desenvolve - para o pré-operatório. Uma nova progressão ocorre por volta dos sete anos, quando ela passa para o estágio operacional-concreto e consegue refletir sobre o inverso das coisas e dos fenômenos e, para concluir um raciocínio, leva em consideração as relações entre os objetos. Por fim, por volta da adolescência, chega ao estágio operacional-formal, em que pensa em coisas completamente abstratas, sem necessitar da relação direta com o concreto.


Aplicação do método piagetiano


De certa forma, Piaget cria uma nova Psicologia, cria um método que influencia na Educação. Já naquela época, ele considerava que para o conhecimento do indivíduo evoluir é necessário o estímulo, a participação, o respeito mútuo no lugar do professor como único detentor do conhecimento e responsável pela sua transmissão. "Essa linha de trabalho coloca Piaget no mesmo patamar de Freud no que diz respeito à importância de seu trabalho na Psicologia. Aquilo que Freud realizou no campo das emoções, Piaget fez no universo do conhecimento", afirma o professor da Faculdade de Educação da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Fernando Becker. .


Apesar da teoria do conhecimento construída por Jean Piaget não ter intenção pedagógica, ofereceu aos educadores importantes princípios para orientar sua prática. Para especialistas, estas informações, quando bem utilizadas, ajudam o professor em sala de aula. "O que permanece de Piaget é a mensagem aos professores de que os conteúdos devem ser apresentados aos alunos de acordo com suas capacidades", conclui Becker.
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2006/01/13/451356/jean-piaget.html