sábado, 15 de julho de 2017
sábado, 30 de janeiro de 2016
Não importa de onde você veio
Parábolas
Um homem trabalhava como porteiro no pior lugar da cidade. Mas que outra coisa poderia fazer aquele homem? O fato é que nunca tinha aprendido a ler nem a escrever. Certo dia, entrou como gerente um jovem cheio de ideias, que decidiu modernizar o estabelecimento. Disse ao porteiro:
– A partir de hoje, o senhor, além de ficar na portaria, vai preparar um relatório semanal onde registrará a quantidade de pessoas que entram e seus comentários sobre os serviços.
– Eu adoraria fazer isso senhor, mas eu não sei ler nem escrever.
– Ah! Sinto muito! Mas sendo assim não poderá trabalhar mais aqui.
O porteiro sentiu como se o mundo desmoronasse. O que fazer? Lembrou-se de que, quando quebrava alguma cadeira ou mesa, ele a arrumava. Pensou que esta poderia ser uma boa ocupação até conseguir um novo emprego.
Decidiu que usaria o dinheiro de sua indenização para comprar uma caixa de ferramentas completa. Como o povoado não tinha casa de ferragens, viajou dois dias em uma mula para ir ao povoado mais próximo para realizar a compra.
Em seu regresso, um vizinho comprou seu martelo e pagou pela sua viagem. Outros vizinhos lhe compraram um alicate, uma chave de fenda e uma talhadeira, já que não tinham tempo para viajar.
A notícia começou a se espalhar pelo povoado e muitos, querendo economizar a viagem, faziam-lhe encomendas. E nosso amigo guardou as palavras que escutara muitas vezes: "Não disponho de tempo para viajar para fazer compras".
Um dia, ele se lembrou de um amigo que era torneiro e ferreiro e pensou que este poderia fabricar as cabeças dos martelos. E, por que não, também as chaves de fendas, alicates, talhadeiras etc. Assim, em poucos anos, ele se transformou, com seu trabalho, em um rico e próspero fabricante de ferramentas.
Certa feita decidiu doar uma escola ao povoado. Nela, além de ler e escrever, as crianças aprenderiam também algum ofício.
No dia da inauguração da escola, o prefeito entregou-lhe as chaves da cidade, abraçou-o e disse:
– É com grande orgulho e gratidão que pedimos que o senhor Valentin, Valentin Tramontina, fale algumas palavras aos nossos alunos!
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Lembre-se da sabedoria da água: ela nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna. Quando alguém lhe fechar uma porta, não gaste energia com o confronto. Procure as janelas.
Autor: Desconhecido
O poder das palavras 2
Parábolas
Sempre num lugar por onde passavam muitas pessoas, um mendigo sentava-se na calçada e ao lado colocava uma placa com os dizeres:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado”.
Alguns passantes o olhavam intrigados, outros o achavam doido e outros até davam-lhe dinheiro.
Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e lhe disse:
– Você é muito criativo! Não gostaria de colaborar numa campanha da empresa?
– Vamos lá. Só tenho a ganhar!, respondeu o mendigo.
Após um caprichado banho e com roupas novas, foi levado para a empresa.
Daí para frente sua vida foi uma sequência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios majoritários.
Numa entrevista coletiva à imprensa, ele esclareceu como conseguira sair da mendicância para tão alta posição. Contou ele:
– Bem, houve época em que eu costumava me sentar nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia: "Sou um nada neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!"
E continuou:
– As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele atentei para um trecho que dizia: "Tudo que você fala a seu respeito vai se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você , diga a si mesmo e aos outros que você é próspero”. Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:
"Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem humorado”.
E a partir desse dia tudo começou a mudar. A vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o poder das palavras. O universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.
Uma repórter, ironicamente, questionou:
– O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
– Claro que não, minha ingênua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas!
Autor: Desconhecido
O poder das palavras 1
Parábolas
Se me disseres que me amas, acreditarei. Mas se escreveres que me amas, acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei. Mas se escreveres sobre ela, eu a sentirei junto contigo.
Se a tristeza estiver a te consumir e me contares, eu saberei. Mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.
Assim são as palavras escritas: possuem um magnetismo especial, pois libertam, acalentam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade de, em poucos minutos, cruzar mares, saltar montanhas, atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes, infelizmente, perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo, atravessando séculos e gerações. Elas marcam um momento que será eternamente revivido por todos aqueles que as lerem.
Viva o amor com palavras faladas e escritas. Mate saudades, peça perdão, aproxime-se. Recupere o tempo perdido, insinue-se, alegre alguém, ofereça um simples "bom dia". Faça um carinho especial. Use a palavra a todo instante, de todas as maneiras, e verás que sua força é imensurável. Lembre-se sempre do poder das palavras.
"Quem escreve, constrói um castelo; quem lê, passa a habitá-lo".
Autor: Desconhecido
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
O Porcos-espinhos
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor. Decidiram então se afastar uns dos outros e voltaram a morrer congelados; então, precisaram fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era receber o calor do outro.
E assim sobreviveram!!!!
Moral da História
O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro e admirar suas qualidades.
A arte... de julgar os outros
Eram dois vizinhos. Um deles comprou um coelho para os filhos. Os filhos do outro vizinho também quiseram um animal de estimação. E os pais desta família compraram um filhote de pastor alemão.
Então começa uma conversa entre os dois vizinhos:
- Ele vai comer o meu coelho!
- De jeito nenhum. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos e 'pegar' amizade!!!
E, parece que o dono do cão tinha razão. Juntos cresceram e se tornaram amigos. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes com os dois animais.
Eis que o dono do coelho foi viajar no fim de semana com a família. E não levaram o coelho. No domingo, à tarde, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche tranquilamente, quando, de repente, entra o pastor alemão com o coelho entre os dentes, imundo, sujo de terra e morto. O cão levou uma tremenda surra! Quase mataram o cachorro de tanto agredi-lo.
Dizia o homem:
- O vizinho estava certo. Só podia dar nisso!
Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora?!
Todos se olhavam. O cachorro, coitado, chorando lá fora, lambendo os seus ferimentos.
- Já pensaram como vão ficar as crianças?
Não se sabe exatamente quem teve a ideia, mas parecia infalível:
- Vamos lavar o coelho, deixá-lo limpinho, depois a gente seca com o secador e o colocamos na sua casinha. E assim fizeram. Até perfume colocaram no animalzinho. Ficou lindo. Parecia vivo, diziam as crianças.
Logo depois ouvem os vizinhos chegarem. Notam os gritos das crianças.
- Descobriram!
Não passaram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma.
- O que foi?! Que cara é essa?
- O coelho, o coelho...
- O que tem o coelho?
- Morreu!
- Morreu? Ainda hoje à tarde parecia tão bem.
- Morreu na sexta-feira!
- Na sexta?!
- Foi. Antes de viajarmos, as crianças o enterraram no fundo do quintal e agora ele reapareceu!
A história termina aqui. O que aconteceu depois fica para a imaginação de cada um de nós. Mas o grande personagem desta história, sem dúvida alguma, é o cachorro.
Imagine o coitado, desde sexta-feira procurando em vão pelo seu amigo de infância. Depois de muito farejar, descobre seu amigo coelho morto e enterrado.
O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o amigo e vai mostrar para seus donos, imaginando que o fizessem ressuscitar.
E o ser humano continua julgando os outros...
A outra lição que podemos tirar desta história é que o homem tem a tendência de julgar os fatos sem antes verificar o que de fato aconteceu.
Quantas vezes tiramos conclusões erradas das situações e nos achamos donos da verdade?
Histórias como essa, são para pensarmos bem nas atitudes que tomamos.
Às vezes, fazemos o mesmo...
A vida tem quatro sentidos: amar, sofrer, lutar e vencer.
Então: AME muito, SOFRA pouco, LUTE bastante e VENÇA sempre!!!

A vida
A vida que passa lá fora, e aqui dentro, as coisas passadas, as coisas vividas, essas ficam na lembrança, só para se lembrar, não devemos permanecer lá. Não devemos!
Lá é passado, aqui é presente, lá amei, você amou, eu vivi, você viveu, nós que nem nos conhecemos e habitamos o mesmo planeta, esse mesmo que eu e você, gostaríamos de poder consertar, mas, que de algum modo sabemos, no fundo sabemos; não tem jeito, é muita bagunça, e muita falta de caráter, é falta de tudo, destroem-se tudo, querem dinheiro, ouro, diamante, prata não, não vale muito, "Vale" só se for das sombras, da lama e destruição...
Eu e você sabemos o quanto vale a vida, o amor ao próximo, mesmo que esse próximo não esteja próximo, você sabe! Eu sei!!!
Márcio Reis
Lá é passado, aqui é presente, lá amei, você amou, eu vivi, você viveu, nós que nem nos conhecemos e habitamos o mesmo planeta, esse mesmo que eu e você, gostaríamos de poder consertar, mas, que de algum modo sabemos, no fundo sabemos; não tem jeito, é muita bagunça, e muita falta de caráter, é falta de tudo, destroem-se tudo, querem dinheiro, ouro, diamante, prata não, não vale muito, "Vale" só se for das sombras, da lama e destruição...
Eu e você sabemos o quanto vale a vida, o amor ao próximo, mesmo que esse próximo não esteja próximo, você sabe! Eu sei!!!
Márcio Reis
Escrever o que pensa
Escrevo,
penso,
sonho;
a cada dia
um novo dia,
o desorganizar e organizar das coisas,
a casa, a bagunça, tem de ser arrumada,
um novo banho,
uma nova vida,
talvez um novo amor,
talvez...
O amor pode ser consertado,
com palavras se conserta o amor,
amor arrumado,
se não der, arruma-se outro,
arruma-se por dentro,
aprende a viver melhor,
a se qualificar para o amor,
qualifica-se para tudo,
aprender é preciso sempre,
um organizar-se para a vida...
Márcio Reis
penso,
sonho;
a cada dia
um novo dia,
o desorganizar e organizar das coisas,
a casa, a bagunça, tem de ser arrumada,
um novo banho,
uma nova vida,
talvez um novo amor,
talvez...
O amor pode ser consertado,
com palavras se conserta o amor,
amor arrumado,
se não der, arruma-se outro,
arruma-se por dentro,
aprende a viver melhor,
a se qualificar para o amor,
qualifica-se para tudo,
aprender é preciso sempre,
um organizar-se para a vida...
Márcio Reis
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
O poema do poeta desconhecido
Encontram sempre algo novo,
novo do velho poeta,
o poeta Carlos,
famoso,
o do; e agora José?...
mas os novos poetas,
os desconhecidos,
desconhecem,
não dão valor,
são novos e vivos,
admirar pra que?
o poema é chato,
o poeta também,
quem sabe um dia...
Márcio Reis
novo do velho poeta,
o poeta Carlos,
famoso,
o do; e agora José?...
mas os novos poetas,
os desconhecidos,
desconhecem,
não dão valor,
são novos e vivos,
admirar pra que?
o poema é chato,
o poeta também,
quem sabe um dia...
Márcio Reis
Poemas inéditos de Carlos Drummond de Andrade são descobertos em São Paulo
A seguir, você confere a íntegra de “O poema das mãos soluçantes, que se erguem num desejo e numa súplica”, um dos textos inéditos.
O poema das mãos soluçantes, que se erguem num desejo e numa súplica
Como são belas as tuas mãos, como são belas as tuas mãos pálidas como uma canção em surdina...
As tuas mãos dançam a dança incerta do desejo, e afagam, e beijam e apertam...
As tuas mãos procuram no alto a lâmpada invisível, a lâmpada que nunca será tocada...
As tuas mãos procuram no alto a flor silenciosa, a flor que nunca será colhida...
Como é bela a volúpia inútil de teus dedos...
O poema das mãos que não terão outras mãos numa tarde fria de Junho
Pobres das mãos viúvas, mãos compridas e desoladas, que procuram em vão, desejam em vão...
Há em torno a elas a tristeza infinita de qualquer coisa que se perdeu para sempre...
E as mãos viúvas se encarquilham, trêmulas, cheias de rugas, vazias de outras mãos...
E as mãos viúvas tateiam, insones, − as friorentas mãos viúvas...
O poema dos olhos que adormeceram vendo a beleza da terra
Tudo eles viram, viram as águas quietas e suaves, as águas inquietas e sombrias...
E viram a alma das paisagens sob o outono, o voo dos pássaros vadios, e os crepúsculos sanguejantes...
E viram a alma das paisagens sob o outono, o voo dos pássaros vadios, e os crepúsculos sanguejantes...
E viram toda a beleza da terra, esparsa nas flores e nas nuvens, nos recantos de sombra e no dorso voluptuoso das colinas...
E a beleza da terra se fechou sobre eles e adormeceram vendo a beleza da terra...https://catracalivre.com.br/geral/livro/indicacao/poemas-ineditos-de-carlos-drummond-de-andrade-sao-descobertos-em-sao-paulo/
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Eu te encontrei
Eu já ouvi muitos relatos sobre o amor. Alguns belos e emocionantes, outros nem tanto. Sinceramente, eu já havia desacreditado que um dia eu pudesse sair do platonismo e assim, viver enfim, um amor de verdade. Daqueles com direito a apenas uma passagem de ida com destino a uma viagem repleta de altos e baixos na montanha russa dos sentimentos.
É, vivi para expressar ao mundo que sou uma das pessoas mais agraciadas por ter encontrado o amor da minha vida. E não me sinto nem um pouco precipitado ao declarar isto. Eu, mais que ninguém, sei o quanto me preencho a cada dia por estar com a pessoa certa.
Momentos ruins, todos enfrentam, no entanto o mais importante é a capacidade de regeneração que o amor tem ao curar cada mágoa no seu coração. Nenhum ressentimento resiste em um peito onde o amor habita.
Hoje eu não sei mais como é viver sozinho. Eu não imagino como seria deitar a noite e não poder te ouvir respirando até dormir. Eu não suportaria a dor de não receber suas mensagens ou ligações querendo saber como ou com quem estou. Eu não aguentaria o fardo de não te ter em meus braços quando eu te encontrasse depois de algum tempo sem nos vermos. Eu simplesmente não existo mais sem você.
Tudo isso pode parecer exagerado e, na verdade, realmente é. Mas o amor é isso. O amor é exagero, é entrega, é viver no limite. O amor é loucura.
É perfeito ter com quem contar. Ter aquele apoio para tudo. Saber que existe uma pessoa dedicada a ver teu bem e isso não tem preço. Hoje consigo garantir sem medo que meus vazios foram todos devidamente preenchidos.
Dormir com o teu "boa noite" e acordar com o teu "bom dia", ser o teu primeiro e último pensamento e você também ser o meu. Nunca precisei de tão pouco para ser tão realizado.
Encontrei. Eu te encontrei. Obrigado.
É, vivi para expressar ao mundo que sou uma das pessoas mais agraciadas por ter encontrado o amor da minha vida. E não me sinto nem um pouco precipitado ao declarar isto. Eu, mais que ninguém, sei o quanto me preencho a cada dia por estar com a pessoa certa.
Momentos ruins, todos enfrentam, no entanto o mais importante é a capacidade de regeneração que o amor tem ao curar cada mágoa no seu coração. Nenhum ressentimento resiste em um peito onde o amor habita.
Hoje eu não sei mais como é viver sozinho. Eu não imagino como seria deitar a noite e não poder te ouvir respirando até dormir. Eu não suportaria a dor de não receber suas mensagens ou ligações querendo saber como ou com quem estou. Eu não aguentaria o fardo de não te ter em meus braços quando eu te encontrasse depois de algum tempo sem nos vermos. Eu simplesmente não existo mais sem você.
Tudo isso pode parecer exagerado e, na verdade, realmente é. Mas o amor é isso. O amor é exagero, é entrega, é viver no limite. O amor é loucura.
É perfeito ter com quem contar. Ter aquele apoio para tudo. Saber que existe uma pessoa dedicada a ver teu bem e isso não tem preço. Hoje consigo garantir sem medo que meus vazios foram todos devidamente preenchidos.
Dormir com o teu "boa noite" e acordar com o teu "bom dia", ser o teu primeiro e último pensamento e você também ser o meu. Nunca precisei de tão pouco para ser tão realizado.
Encontrei. Eu te encontrei. Obrigado.
Jey Leonardo
Amor: o único infinito tangível
Estar no amor não é fácil. Viver no amor é mais difícil ainda.
Quando nos envolvemos a uma pessoa, parece que ela se torna o nosso tão precioso oxigênio que, por mais que tentemos evitar o processo de respiração, involuntariamente o nosso organismo se encarrega de fazê-lo por nós.
A gente acha que qualquer mínimo detalhe que a pessoa deixe, possa vir a ser uma pista. É ridículo. Acabamos nos tornando vítimas submissas e ensandecidas de um sentimento que, por natureza, deveria ser apenas singelo e doce. É um cárcere enlouquecedor.
E a partir daí surgem as incertezas, a síndrome da insuficiência, a insegurança, os dramas, o caos interno e, principalmente, o medo de não corresponder em atitudes e na vivência diária, tudo aquilo que guarda no coração.
O amor é o único infinito tangível. Podemos senti-lo das mais diferentes maneiras. Muitas vezes não tão agradáveis, porém reais e avassaladoras.
Amar é a guerra mais cruel e interminável entre dois fortes oponentes: você e você.
Tem que existir muita coragem para enfrentar as batalhas que o amor vai te instigar a lutar.
Mas, se todo esse esforço for pela pessoa certa, não tenha medo. Vai valer muito a pena.
Jey Leonardo
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
MORRER DE AMOR É O QUE MAIS SE PARECE COM VIVER PARA SEMPRE
Aqui deste canto suspenso do mundo, bicho triste, enxerido e só, saio à janela e escapo um instante de tanto dever doméstico, a louça, a roupa, o lixo, as contas, e espio um casal lá embaixo. Um belo e simples casal feliz na manhã de seu amor, sentado no banco morno do jardim apanhando sol.
Certo é que o “belo e simples casal feliz” é por minha conta, mera expressão de minha boa vontade. Porque eu sequer os conheço, não enxergo seus rostos daqui e tampouco sei se o romance anda no começo, no meio ou no fim. Portanto, não sei se são belos, simples e felizes. Mas passa aqui dentro uma emoção estranha e um desejo louco de sabê-los assim.
Sua conversa mansa, os gestos calmos, o riso franco, o recato elegante das mãos ora dadas, ora postas sobre o joelho do outro, ora desenhando círculos no ar, ora investidas em carinhos na face alheia, tudo isso parece coisa de namoro novo, encabulado, tateando o chão ao redor depois do tombo no escuro. Mas bem podia ser o remanso de quem por sorte e por empenho superou a tormenta da paixão, a fogueira barulhenta do entusiasmo primeiro, a agitação mental perturbadora. E agora vive a paz que vem depois da intempérie.
Seja quem for esse casal, novo ou velho, no início, no meio ou no fim, eu torço por eles. Que não lhes falte amor, dinheiro, assunto. E se faltar, que encontrem juntos ou não o caminho de cada um.
Mal sabem eles, mas seu namoro no banco cumpre agora uma adorável e grandiosa missão. Seu amor puro e simples trouxe a este canto suspenso do mundo uma esperança vaga e um sonho insano. Agora salto com eles rumo a terras distantes, viagens eternas, domingos à tarde, sol quente e brisa morna ventando saudade. Sigo em sua companhia. Essa gente que ama para viver, ama porque deseja ficar viva. E porque morrer de amor é o que mais se parece com viver para sempre.
Então vamos, casal amigo, povoar o mundo de boas lembranças. Vamos que é tempo de reunir os outros, fazer grupos, desorganizar a ordem das coisas. Vamos a Brasília criar o Ministério do Amor! E entre as velhas pastas da educação e da cultura, da saúde e do bem-estar social, teremos uma nova agenda de investimentos amorosos!
A partir desse dia, a prerrogativa única de toda decisão será forte, franca e irrevogável: “faça-se tudo com amor ou não se faça nada!” É isso! Nós acertamos!
Aos poucos, o crime nas ruas vai desaparecer por pura falência de intenções criminosas, as brigas no trânsito se extinguirão em seguidos surtos de civilidade, as guerras fracassarão dos dois lados por avalanches de deserção militar, a tolerância, a compreensão e o respeito jorrarão pelas ruas em caminhões pipa e a vida será muito mais simples e cheia de amor. Tudo isso porque tem um casal ali embaixo, amando seu amor simples e… partindo de repente, sabe-se lá para onde. Esperem, amigos! Eu ainda nem comecei!
Mas eles se foram. Eles se foram, sim.
Até já, belo e simples casal feliz. Guardo comigo o nosso sonho. Porque aqui neste canto suspenso do mundo vive ainda uma esperança boa. Eu ainda tenho esperança na vida. Ela continua ali, me esperando com a louça, a roupa, o lixo e as contas. Bem ali.
PARA AS ALMAS AMOROSAS, QUALQUER LUGAR LONGE DO SER AMADO É TERRA ESTRANGEIRA
Não olhe agora. Mas nós estamos cercados de estrangeiros. O mundo, esse lugar tão grande quanto a sala da nossa casa, anda povoado de forasteiros. É gente nascida em todo canto, rumando para todo lado, mas que em algum instante, de alguma sorte, seguiu para longe de seu amor. Uns há horas, outros há dias, semanas, meses, anos, todos se encontram distantes do ser amado.
O jeito não engana. Essa gente enamorada de alguém que vai longe tem um jeito aplicado de trabalhar direito, como quem quer logo voltar para casa. Tem distância geográfica, lonjura do coração ou os dois. Não importa. Tudo é longe para quem não caminha junto de seu amor.
Alguns sequer o encontraram. Outros o acharam e o deixaram partir. Há os que têm saudade simplesmente porque não podem estar o tempo todo agarrados a seu bem. Todos são andarilhos em terra estrangeira, vagando em busca de amor. As almas enamoradas são assim. Longe a qualquer distância de quem amam, sentem no coração um banzo, uma saudade, um não-sei-quê de nostalgia.
Assim como os imigrantes que partem para um país distante, levando escondidos na bagagem um saquinho do feijão de sua terra, um punhado do café de sua cidade, uma muda do hortelã dos avós para o chá das noites de insônia e tristeza, há também os que só resistem à saudade porque carregam consigo lembranças de seus dias de amor e de paz.
Não há remédio que dê jeito na falta do amor distante. Nada senão rumar para onde o coração ficou cativo. Depois seguir de alma leve, remoçada. Almas enamoradas funcionam assim. Se vão, carecem de voltar. Para elas, qualquer lugar fora de seu amor é terra estrangeira. Do outro lado do mundo ou ali na esquina.
Eu entendo as almas enamoradas de todo canto. Eu aqui, em minha solidão de bicho, compreendo sua disposição para a vida, sua lida convicta de honestos trabalhadores, seu jeito firme e manso que só têm as pessoas boas. Entendo, respeito, admiro e agradeço.
Porque as almas enamoradas, mesmo aquelas que caminham sós em busca do amor que talvez nunca venha, carregam e levam adiante nossa primeira e maior vocação: a de dar e receber amor por aí.
Em sua labuta, as almas enamoradas assumiram a tarefa de entregar, umas às outras e a quem mais estiver perto, palavras de tão profundo carinho, embrulhadas em gestos tão simples, que desarmariam as caras mais feias e desmontariam as intenções mais odiosas.
A cada novo encontro amoroso, conspiram os enamorados por um mundo de pessoas livres, ativas e gentis. Gente que acredita no trabalho e pratica seu ofício com honestidade e gratidão. Almas que valorizam o tempo e não o perdem com besteira. Que apontam o barco para a frente e não o dedo a ninguém. Que ouvem o que lhes dizem, guardam o que desejam e respondem o que precisam. Criaturas imperfeitas que vivem sua vida e deixam em paz a dos outros. Que preferem a crença no esforço próprio e dispensam a crítica ao empenho alheio.
Assim são as almas enamoradas. Boas quando longe de seu amor. Melhores ainda quando perto. Para elas, qualquer lugar fora de seu amor é uma fria, distante e aborrecida terra estrangeira.
sábado, 25 de julho de 2015
sexta-feira, 3 de julho de 2015
sábado, 23 de maio de 2015
Vídeos Augusto Cury fala sobre novo livro Escola da Inteligência O médico, professor e escritor Augusto Cury está lançando um livro sobre um método de ensino chamado "Escola da Inteligência". Em entrevista a Heródoto Barbeiro, ele falou sobre o novo trabalho e os problemas provocados pelo excesso de estímulos e falta de administração da mente. Acompanhe.
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